sexta-feira, 16 de maio de 2014

Oque é uma certificação ISO?

ISO é a sigla de International Organization for Standardization, ou Organização Internacional para Padronização, em português. A ISO é uma entidade de padronização e normatização, e foi criada em Genebra, na Suiça, em 1947.
A sigla para International Organization for Standardization deveria ser IOS e não ISO. No entanto, como em cada país de línguas diferentes existiria uma sigla diferente, os fundadores decidiram escolher uma só sigla para todos os países: ISO. Esta foi a sigla escolhida porque em grego isos significa "igual", o que se enquadra com o propósito da organização em questão.
A ISO tem como objetivo principal aprovar normas internacionais em todos os campos técnicos, como normas técnicas, classificações de países, normas de procedimentos e processos, e etc. No Brasil, a ISO é representada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).
A ISO promove a normatização de empresas e produtos, para manter a qualidade permanente. Suas normas mais conhecidas são a ISO 9000, ISO 9001, ISO 14000 e ISO 14064. As ISO 9000 e 9001 são um sistema de gestão de qualidade aplicado em empresas, e ISO 14000 e ISO 14064 são um sistema de gestão da qualidade.
·         O certificado tem validade?
Os certificados emitidos pelos Organismos de Certificação de Sistemas (ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001 e SA 8000), valem por um período de 3 anos a contar da data da auditoria de certificação. Ao longo destes três anos as empresas serão reavaliadas pelos respectivos organismos de certificação semestral ou anualmente, de acordo com seu contrato. Vale ressaltar que a manutenção da certificação ISO fica condicionada aos resultados das avaliações periódicas.
·         Por que a maioria das empresas estão buscando a certificação ISO?
Hoje, as empresas estão tendo que se adaptar ao mercado. Mercado este que impõe uma série de normas (ISO 9000, ISO 14000, OHSAS 18000 e SA 8000) tanto para quem vende como para quem compra os produtos/serviços. Para manter sua permanência em determinados mercados, a empresa precisa buscar sistemas (certificação ISO) que garantam a evidência que a mesma está atendendo os requisitos internacionais em qualidade, meio ambiente e/ou responsabilidade social.
Algumas normas de certificação ISO (ISO 9001 qualidade, ISO 14001 ambiental, OHSAS 18001 segurança e saúde no trabalho e SA 8000 responsabilidade social) são exigidas pelas empresas e são fatores de decisão na hora da escolha de determinado fornecedor ou parceiro.
·         Quantos e quais são os procedimentos obrigatórios para certificaçao ISO 9001?
São 6 procedimentos obrigatórios para certificação ISO, Procedimentos de Controle de Documentos (item 4.2.3), Procedimento de Controle de registros (item 4.2.4), Procedimento de Auditoria Interna (item 8.2.2), Procedimento de Controle de Produto Não Conforme (item 8.3), Procedimento de Ação corretiva (item 8.5.2) e Procedimento de Ação Preventiva (item 8.5.3).
·         Quantos e quais são os registros obrigatórios para certificação ISO 9001?
São 19 resgistros obrigatórios para certificação ISO (esta quantidade pode variar de acordo com o segmento da organização, ou seja, algum item podem não ser aplicável ao segmento da organização:
Análise crítica da Direção (item 5.6.1)Educação, treinamento, habilidade e experiência (item 6.2.2 e)
Planejamento da realização do produto (item 7.1 d)
Análise crítica dos requisitos relacionados ao produto (item 7.2.2)
Entradas de projeto e desenvolvimento (item 7.3.2)
Análise crítica de projeto e desenvolvimento (item 7.3.4)
Verificação de projeto e desenvolvimento (item 7.3.5)
Validação de projeto e desenvolvimento (item 7.3.6)
Controle de alterações de projeto e desenvolvimento (item 7.3.7)
Avaliação de fornecedor (item 7.4.1)
Validação dos processos de produção e prestação de serviço (item 7.5.2 d)
Identificação e rastreabilidade (item 7.5.3)
Propriedade do cliente (item 7.5.4)
Controle de dispositivos de medição e monitoramento (item 7.6)
Auditoria interna (item 8.2.2)
Medição e monitoramento de produto (item 8.2.4)
Controle de produto não-conforme (item 8.3)
Ação corretiva (item 8.5.2 e)
Ação preventiva (item 8.5.3 d)
·         Uma empresa pode "perder" a certificação ISO?
Sim, ela pode "perder" a certificação ISO, é só não manter o Sistema de Gestão da Qualidade ISO 9001, Ambiental ISO 14001, segurança e saúde no trabalho OHSAS 18001 e responsabilidade social SA 8000, conforme estabelecido nas diretrizes da Norma utilizada como referência, ou sua documentação, durante o prazo de validade do certificado, ou a cada auditoria periódica. Por isto, sempre procure manter atualizado o Sistema implementado na Organização, seguindo corretamente suas diretrizes e prazos, para assim não "perder" sua certficação ISO.

Tratados Internacionais sobre meio-ambiente

Um dos reflexos da “explosão” acerca da tão falada consciência ecológica por parte das sociedades tem feito surgir cada vez mais grupos que buscam a preservação da natureza, geralmente ONG`s.
As idéias ecológicas foram difundidas a partir da década de 70, os grupos não se restringem apenas às questões ambientais, tratam também dos aspectos sociais e culturais, principalmente em nível local.

Contando com a opinião pública e com os meios de comunicação em massa, em países de ideologias democráticas, muitas vezes as ONGs exercem pressão sobre os governos para instaurar leis e tratados internacionais.
O conjunto de tratados mais recentes tem algumas pautas de discussões devido à pressão das ONGs e da mídia, dessa forma já são contabilizados vários tratados, conferências, convenções, a seguir serão apresentadas algumas das principais:

Convenção sobre as Mudanças Climáticas: ocorreu em 1992 na cidade do Rio de Janeiro, denominada de ECO-92. Posteriormente no Protocolo de Kyoto, em 1997, foram realizadas várias alterações em relação às metas propostas no Rio, como por exemplo, a de que o conjunto dos países mais industrializados deveria diminuir a emissão de gases de dióxido de carbono. Além da assinatura de acordos sobre mudanças climáticas na ECO-92 foi promovida também a implantação da Declaração sobre as florestas, que tem como principal objetivo ressaltar a necessidade de preservação das florestas existentes no planeta, e a Convenção sobre a Diversidade Biológica que estabelece uma ligação entre preservação e produção econômica a partir da extração de elementos naturais, como matéria-prima para as indústrias.

Agenda 21: centraliza-se na idéia do desenvolvimento sustentável, essas devem ser colocadas em prática durante esse século, o objetivo da Agenda 21 é implantar medidas sociais, principalmente para os excluídos (índios, ribeirinhos), além de questões como a mulher no contexto social, os jovens, e uma preocupação com a preservação da atmosfera e oceanos.

Em 2002, em Johannesburgo, através do Plano de Implementação a Agenda 21 tornou-se mais sólida, no Rio+10 foram assinados e aprovados a Declaração Política da Cúpula Mundial de Desenvolvimento Sustentável, essa tem como principal objetivo pedir anistia das dívidas adquiridas pelos países pobres, pois muitas vezes as desigualdades são provenientes dos esforços em pagar os débitos, dessa forma impossibilita a implantação efetiva de um desenvolvimento sustentável.

No Japão, em dezembro de 1997, ocorreu na cidade de Kyoto a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, na qual foi elaborado o Protocolo de Kyoto com um objetivo básico de reduzir a emissão de gases, e automaticamente diminuir o efeito estufa, nessa conferência ficou definido que os países de maior industrialização estariam obrigados a subtrair o volume de gases, no mínimo 5% se comparados com a década de 90, entre os anos de 2008 e 2012.

As metas propostas de redução não foram aderidas por muitos países, que se recusaram a assiná-las, o primeiro a ir contra a assinatura foram os Estados Unidos, que ocupam o lugar de maior emissor, com quase 24% do total mundial. O ponto negativo do protocolo é que não existe nenhum tipo de punição àquele que descumprir as medidas de redução de emissão de gases, no entanto, ninguém ousaria punir uma potência como os EUA ou mesmo a China, que hoje é a economia que mais cresce no mundo.

Contudo, ficou definida na ECO-92, a partir do consentimento de 191 países, a redução do índice da população sem acesso à água potável, além disso, os países desenvolvidos deveriam destinar 0,7% do PIB para as nações pobres que se comprometeram a preservar a natureza e a biodiversidade como um todo.
Até o ano de 2005 as metas de redução não foram cumpridas pelos países industrializados.

 

domingo, 11 de maio de 2014


ESTRUTURA BÁSICA DE UM PROJETO TÉCNICO

            A redação técnica de um projeto será fundamental para a sua aprovação. A seguir, descreve-se uma estrutura básica que poderá servir como guia quando da elaboração de um projeto técnico ou, como quiser, um projeto de ação. Trata-se da descrição de um roteiro completo, seguindo mais ou menos as exigências dos agentes financiadores, embora, cada uma destas agências tenha modelo ou formulário próprio.

Estrutura básica

1. Folha de apresentação
·         Deverá conter:
¨    Nome do projeto;
¨    Instituição responsável e sua logomarca;
¨    Instituições envolvidas e suas logomarcas;
¨    Equipe responsável;
¨    Local e data.

2. Título
·         Ter presente que o título será muito importante para vender o projeto e deve provocar aquele primeiro interesse pelo mesmo;
·         Ter uma sigla - sonora, concisa, objetiva e que reflita a idéia geral do projeto;
·         Não deve ser extenso em demasia; porém, claro, coerente e consistente.

3. Introdução
·         Deverá dar uma idéia sucinta do conjunto do projeto (de onde surgiu a idéia, quais as intenções do trabalho, como foi organizado ...);
·         Evitar textos maiores que uma ou duas páginas;
·         Assegurar que seja uma espécie de “cartão de apresentação”;
·         Deverá suscitar interesse para que o leitor (consultor) analise o restante do projeto.

4. Proponente
·         Descrever a instituição, empresa ou organização responsável pelo projeto;
·         Fornecer os dados técnicos da mesma, tais como: nome, endereço completo, dados jurídicos (CNPJ, Inscrição Estadual, Municipal);
·         Inserir a logo, se existir;
·         Indicar as parcerias envolvidas com o projeto (reais e não as prováveis); se existirem, colocar os dados e logomarcas das respectivas organizações parceiras.

5. Equipe do projeto
·         Descrever, objetivamente, a equipe que elaborou o projeto e a equipe que deverá acompanhar o processo: equipe técnica, operacional e de apoio disponível;
·         Inserir um currículo resumido de cada profissional envolvido (será importante para dar fundamentação técnica e segurança aos financiadores). Pode-se utilizar o currículo da base Lattes na forma resumida - modelo exigido em instituições como Capes e CNPq;
·         Indicar o coordenador ou responsável pelo projeto, sendo importante ter um “regra dois” para a coordenação – indicar quem assume se o coordenador/responsável sair;
·         Ter uma coordenação “de peso” é importante (profissional reconhecido);
·         Descrever a estrutura disponível e a capacidade institucional para abrigar o projeto;
·         Descrever a capacidade técnica, física e operacional (instalada) do proponente, sua organização, planejamento, logística e recursos a serem utilizados;
·         Prever todos os recursos técnicos, materiais e físicos necessários à execução, porém, não comprometer recursos indisponíveis.

6. Contexto do projeto
·         Elaborar um diagnóstico da situação envolvida, de forma focada e sucinta;
·         Assegurar que o projeto parta de uma realidade e necessidade comprovada;
·         Ter dados reais da situação, com um retrato histórico e atual;
·         Descrever a contribuição dos beneficiários na elaboração do projeto.

7. Objetivos

7.1. Geral
·         O objetivo deve ser claro, coerente e sucinto para dizer o que o projeto quer;
·         Deve refletir a razão de ser do projeto, podendo ser abrangente;
·         Deve estar ajustado às normas dos financiadores - muitas instituições buscam palavras-chaves no texto do projeto (sustentabilidade, desenvolvimento social, impacto ambiental / social, geração de emprego, taxa de retorno financeiro, etc).

7.2. Específicos
·         Os objetivos específicos devem estar bem relacionados com o título, com o contexto do projeto e com o objetivo geral, mantendo o foco;
·         Utilizar verbos de acordo com a linguagem do financiador – infinitivo, particípio passado, gerúndio;
·         Redigir de forma clara o que se quer atingir, indicando os benefícios desejados para o público e área envolvida.

7.3. Resultados desejados
·         Indicar quais os resultados que se quer alcançar, concretamente, ao final do projeto;
·         Descrever os possíveis efeitos e impactos que o projeto pretende produzir;
·         Quantificar os objetivos tentando dar uma dimensão para os mesmos – apresentar os indicadores que podem ser uma boa medida para considerar que os objetivos foram alcançados;
·         Ser realista e manter coerência com os objetivos propostos.


8. Justificativas
·         O projeto deve estar baseado em uma justificativa absolutamente coerente, que fundamente a sua razão de ser;
·         Não deverá haver dúvida do por quê do projeto, o fim a que se destina, devendo convencer da necessidade e relevância dos objetivos propostos;
·         Deixar clara a sua contribuição social, ambiental, cultural, etc.;
·         Projetos sem uma boa justificativa geralmente são rejeitados - uma análise objetiva do contexto geral e específico poderá ser útil nesta fundamentação.

9. Revisão Bibliográfica
·         Procurar fundamentar teórica e tecnicamente o projeto;
·         Atenção às normas técnicas para as citações e referências, organização de quadros e tabelas, inserção de notas;
·         O número de páginas depende das possíveis regras da instituição financiadora, da amplitude do tema e da objetividade;
·         Cuidado para não ser longa demais e conter informações que pouco interessam aos objetivos do projeto;
·         Eventualmente, de acordo com as orientações do agente financiador, a revisão de literatura poderá ter outro título (fundamentação teórica, marco teórico, marco técnico ou outro) ou fazer parte de outra seção do trabalho.

10. Público-alvo
·         Delimitar o público envolvido e descrever os beneficiários diretos e indiretos, indicando-os também quantitativamente, se possível (comunidades, grupos, pessoas, etc);
·         Essa descrição deve ser realista e coerente com a proposta e estratégia do projeto.

11. Estratégia do projeto (atividades)
·         Descrever os meios e as ações que serão utilizados para assegurar o êxito do projeto;
·         Relacionar uma ou mais ações (o que fazer?) para cada objetivo específico com suas respectivas metodologias (como será realizado?);
·         Podem ser descritas a partir de um plano operacional (marco operacional) do projeto;
·         Estabelecer parcerias e políticas de atuação, com as possíveis alianças para a viabilização do processo;
·         Adequar a estratégia do projeto às linhas do financiador;
·         Não queimar etapas – as ações devem ser necessárias e suficientes para assegurar os objetivos pretendidos, mostrando coerência no texto;
·         Prever ações para minimizar possíveis resistências ao projeto.

12. Metodologia
·         Definir uma proposta metodológica a ser utilizada pelo projeto, descrevendo:
¨    Como o projeto será desenvolvido;
¨    Qual a dinâmica de implementação;
¨    Como ele será operacionalizado;
¨    Quais os instrumentos de execução;
¨    Qual a forma de condução;
·         Utilizar uma metodologia adequada ao público beneficiário, à instituição proponente e às instituições apoiadoras;
·         Descrever, seqüencialmente, o passo a passo do desenvolvimento do projeto.

13. Premissas e análise de risco
·         Analisar os riscos para o desenvolvimento do projeto, fazendo a sua previsão e observando as ameaças internas e externas.

13.1. Análise de viabilidade – fatores de controle interno
·         Descrever os elementos que asseguram a viabilidade do projeto;
·         Realizar uma análise dos fatores de risco internos do projeto.

Viabilidade política
§    Assegurar que o projeto esteja inserido nas políticas e programas governamentais e institucionais;
§    Assegurar que o mesmo obedeça aos aspectos legais vigentes.

Viabilidade financeira
§    Descrever:
¨                  Quanto vai custar;
¨                  Quem vai financiar;
¨                  Como será o financiamento.
Obs.: quando se pleitear um financiamento com o projeto, demonstrar claramente a viabilidade financeira da ação a ser financiada; mas, também claramente, demonstrar a viabilidade financeira das demais atividades desenvolvidas que não são objeto de tal financiamento – isto demonstra que, independentemente da aprovação ou não do projeto, a instituição será capaz de dar continuidade aos seus trabalhos. Se tal questão não ficar esclarecida, normalmente os projetos são reprovados – nenhum agente financiador aposta em uma instituição que só desenvolve uma ação ou que todas as ações dependam de um único agente financiador (dá a impressão que só está interessada no dinheiro).

Viabilidade técnica
§    Descrever:
¨                  Quem vai dar o suporte técnico;
¨                  Quanto vai custar tal suporte.

Viabilidade econômica
§    Analisar se o projeto garante o retorno dos investimentos;
§    Verificar se pode ser garantida a sua auto-sustentabilidade.
Obs.: o retorno do investimento não é medido em termos de cálculo financeiro-contábil (benefício-custo); mas em termos de eficácia (resultados da ação), eficiência (custo da ação) e efetividade (solução definitiva do problema). A auto-sustentabilidade está relacionada à possibilidade de garantir a continuidade da ação com recursos próprios, independentemente da renovação do financiamento.

Viabilidade social
§    Verificar se os beneficiários e envolvidos aceitam o projeto;
§    Analisar se há sustentabilidade social.

Viabilidade ambiental
§    Assegurar o respeito aos princípios de sustentabilidade ambiental.

13.2. Análise das premissas – fatores externos ao projeto
·         Analisar os fatores que estão fora do controle do projeto, mas que são importantes para o seu êxito;
·         As premissas podem ser definidas a partir da hierarquia de objetivos;
·         Formular as premissas com um enfoque positivo (como superá-las);
·         Verificar o grau de importância e qual a probabilidade de ocorrer;
·         Examinar se as atividades descritas conduzem diretamente aos objetivos específicos, ou se para isto acontecer, deverá haver um acontecimento adicional externo ao projeto;
·         Examinar se os objetivos específicos conduzem diretamente ao objetivo do projeto, verificando se existem algum fator externo ao projeto que possa contribuir ou impedir de se chegar a este fim.

14. Cronograma de execução
·         Descrever o período de execução, por fases e ações, especificando o responsável;
·         Ajustar o cronograma observando características regionais, para não ter imprevistos – colheita, chuva, festas, etc.;
·         Definir o calendário sempre com uma margem de segurança, respeitando a capacidade física, organizacional e financeira da organização;
·         Desenvolver um quadro sintético e de fácil visualização para facilitar a compreensão das etapas do projeto.

15. Orçamento físico e financeiro
·         Detalhar os custos e gastos do projeto, mantendo coerência com todas as etapas, com maior ou menor detalhamento, segundo as exigências do agente financiador;
·         Fazer o orçamento com valores realistas, segundo sua realidade operacional, sem superestimar nem subestimar, segundo pesquisa de mercado;
·         Definir com clareza a contrapartida da instituição proponente (geralmente salário não é aceito como contrapartida);
·         Elaborar o cronograma de desembolso (bimestral ou trimestral, para projetos curtos de 1 ou 2 anos; semestral ou anual, para projetos de 2 anos ou mais);
·         Especificar as necessidades materiais e de recursos humanos;
·         Organizar as planilhas de custos e apresentar a memória de cálculo, se solicitado pelo agente financiador;
·         Conhecer os itens financiáveis por instituição.

16. Controle e avaliação
·         Descrever o sistema de monitoria e avaliação do projeto, demostrando a forma de controle e ações corretivas;
·         Definir pontos de observação, fontes de verificação, indicadores e a periodicidade da avaliação.

17. Documentação

·         Prever um sistema de documentação para o projeto;
·         Definir formas de socializar as informações do projeto com as instituições cooperantes e envolvidos em geral.

18. Referências Bibliográficas
·         Relacionar apenas as citadas no projeto, seguindo as normas da ABNT;
·         Evitar referências não disponíveis (xerox, textos, etc).

19. Resumo do projeto
·         Elaborar uma síntese do projeto buscando dar uma idéia geral do mesmo ao leitor, antes de uma leitura mais detalhada.

20. Apresentação geral
·         Providenciar uma apresentação com uma formatação, layout e configuração básica seguindo as orientações dos financiadores;
·         Ter profissionalismo na redação e apresentação (confiabilidade, correção de linguagem, impessoalidade e bom visual);
·         Assegurar a coerência entre os elementos do projeto;
·         Priorizar textos objetivos e sucintos e, em alguns casos, um resumo executivo, o que poderá facilitar o trabalho dos analistas.